Viagens – Amanda Moresco
15.01.18

Buenos Aires #3: Feira de San Telmo

Você gosta de compras? Você gosta de quadras, quadras e mais quadras recheadas de uma imensa variedade de produtos? Se sim, a feira de San Telmo tem de estar inclusa no seu roteiro. Essa feira ocorre todos os domingos na Rua Defensa – é pertinho da Casa Rosada. São várias banquinhas uma ao lado da outra com artigos de decoração, bolsas, sapatos, lembrancinhas, dulce de leche, e você vai se perder no meio da multidão e da quantidade de coisas para olhar. É legal saber que várias banquinhas aceitam cartão de crédito, então se você quiser utilizar o seu, é só habilitar internacionalmente ( falarei sobre isso mais tarde, é bem fácil!) o seu Master ou Visa.

Então se você quiser levar alguns regalitos de volta para casa, reserve uma graninha para essa feira. É um programa mais light, e para nós foi ótimo, pois como estávamos cansados da correria da viagem – e do vinho do tango – conseguimos relaxar e dar um passeio. Durante o caminho nos deparamos com alguns restaurantezinhos (existe essa palavra?) para fazer um lanche, comer umas empanadas + choripan = amor.

Eu juro para vocês que se incenso não fosse uma coisa tão delicada, eu teria levado todas as cores para casa, pois além de serem lindos, são naturais e o cheirinho é maravilhoso. Achamos também um incenso em formato de cone que eu nunca havia visto.

O que acharam? Vocês fariam uma visita a essa feira? O passeio é super válido, mas não se esqueça de que ela só ocorre aos domingos, então planeje bem o seu roteiro e boa viagem!

05.01.18

Buenos Aires #2: Jardim Japonês e Rosedal

Vamos falar sobre parques, sol, flores e uma calmaria que parece seda? Em Buenos Aires há dois parques que valem a pena a visita, e são bem pertinhos um do outro, então você consegue visitar os dois em uma manhã. Estou falando sobre o Jardim Japonês e o Rosedal, ambos situados no Parque 3 de Febrero, no bairro Palermo. Esse tipo de programa é perfeito para aquele dia em que você já está cansadinho de tanto visitar pontos turísticos, e quer dar uma relaxada em meio à natureza. E se você gosta de fotografia como eu, vai querer passar o dia inteiro fazendo ensaio fotográfico mergulhada nas rosas ♥

Super dica: não façam a visita ao meio dia, pois o sol pega e fica bem cansativo.

Jardim Japonês

Apesar de ser um parque público, a entrada é paga: $95,00 (lembre-se de que estamos falando de pesos argentinos). O parque conta com laguinhos com carpas, pontezinhas e símbolos típicos da cultura japonesa. O contraste do vermelho com o verde das plantas encanta os olhos, e a energia contagia. Está aberto todos os dias das 10:00 Às 18:00, incluindo sábados, domingos e feriados. E para quem gosta de presentinhos (regalitos), há também uma lojinha com incensos, hashis e decoração japonesa.


Rosedal

O Rosedal me fez gostar de rosas para sempre. Antes de conhecer eu não gostava muito de rosas, pois sempre achei meio clichê. Porém, quando você se depara com um jardim com incontáveis rosas de todas as cores possíveis, em um piscar de olhos você se apaixona. No parque há banquinhos, chafarizes, uma ponte maravilhosamente maravilhosa e estruturas para sentar na sombrinha e curtir a paisagem. A entrada é livre e o chimarrão é indispensável. Use algum sapato que possa sujar, pois, por mais que a terra esteja seca, seu sapato fica inteiramente marrom.

03.01.18

Buenos Aires #1: 10 fatos importantes antes de viajar

Olá, galerinha linda! Quem tá acompanhando a página do blog sabe que eu e o mozão estávamos dando uma voltinha por Buenos Aires, e estou quase chorando por ter que voltar. Como passamos quatro dias conhecendo e aprendendo sobre a cidade, tenho muitas dicas de todos os tipos para dar a vocês. Além disso, vai rolar uma série de postagens aqui no blog sobre essa ciudad hermosa que vale a pena conferir caso você esteja pensando em conhecer as terras portenhas. Enquanto isso, segue 10 dicas bem importantes que você deverá ficar ligado antes de viajar e já ir se preparando:

1. As tomadas são diferentes das do Brasil, então já se prepare para comprar um adaptador quando chegar na cidade. Particularmente, não precisei comprar, pois as tomadas do meu hotel já eram universais, mas não garanto que todos os hotéis e restaurantes também forneçam isso.

2. Por mais que Buenos Aires seja uma capital linda e maravilhosa, não vá achando que é totalmente seguro andar com seus pertences sem preocupação. Fique atento, pois é uma cidade muito movimentada, então evite expor câmeras e celulares sem necessidade. Aliás, faça o mesmo com acessórios, pois uma mulher em nosso hotel teve o colar arrancado do pescoço no meio da rua. Portanto, leve o necessário, somente o necessário.

3. Como vocês sabem, a moeda é o peso argentino, então você precisará trocar seu dinheirinho. Ficamos quatro dias em Buenos no total, mas em Porto Alegre trocamos apenas para o primeiro dia de viagem, e o resto trocamos lá mesmo, pois vale muito (muito!) mais a pena. Como estávamos com pouco tempo antes da viagem, não pesquisamos muito bem a cotação em casas de câmbio, e acabamos nos atirando na primeira que vimos (não faça isso, se possível). Na casa de câmbio que trocamos em Porto Alegre, R$1 valia $3,75 pesos argentinos – o que é péssimo! Trocamos R$100 por pessoa para o primeiro dia, apenas para alimentação e um super mercado.

Chegando em Buenos, fomos para a Rua Florida, onde se encontra diversas casas de câmbio, mas não se atire na primeira que avistar. Compare a cotação de algumas casas e veja aquela que melhor paga. Felizmente, a primeira casa de câmbio que chegamos já oferecia um preço excepcional: $5,9! Então trocamos uma boa parte ali. Você precisará do seu documento, e dizer o nome do hotel onde está hospedado. Na troca, você receberá um extrato com a série de suas notas: carregue-a com você, pois é possível que em algum momento você precise mostrá-la (o que não ocorreu conosco, mas precaução nunca é demais, né?).

4. Os cassinos são bem famosos por lá, então já fique sabendo: é proibido tirar fotos dentro da área de jogos. Fora dessa área, há um lounge com bares que é ok fotografar. Aliás, quando você pensa em cassino, o que vem a sua mente? Na minha vem senhoras de idade jogando nas maquininhas coloridas, e pode apostar que é assim mesmo! Eu sempre quis apostar nessas máquinas, mas não sabia que a matemática do negócio era tão complicada. Então, informe-se sobre como o jogo funciona antes de sair desperdiçando pesitos preciosos.

5. Uma atração imprescindível é o tango (vai ter post com fotos sobre isso, sim!), e você pode fotografar a apresentação, mas sem flash! E isso é bem importante lembrar, pois é uma forma de respeito para com os dançarinos – que não merecem um soco de flashes na cara. Não estou generalizando! Nos deparamos com essa regrinha na casa Piazzolla, mas pode ser que em alguma outra casa de tango seja diferente.

6. Quando você adentrar a Argentina, receberá um permiso, que seria a sua permissão de ingresso e permanência no país. Não perca este papelzinho de jeito nenhum, pois você apenas sai do país com ele. Então, por motivos de precaução, não ande com ele nas ruas, por mais que ele esteja guardadinho na carteira. Deixe-o sempre no hotel, seja em um cofre ou em algum local seguro – e que você não se esquecerá.

7. Se você fizer compras no super, não espere que alguém empacote suas compras para você, pois não há sacolinhas de plástico no super. Portanto, leve sua mochila, ou compre uma bolsinha lá mesmo. Se você não quiser pagar, o super oferece caixas.

8. Você vai a um restaurante, faz o pedido e já calcula mentalmente mais ou menos quanto vai dar sua conta, certo? Errado! Se sua conta vier mais alta do que você esperava, não se assuste, pois eles estão cobrando o cobierto. O que é isso, Amanda? Muitas pessoas acham que o cobierto é o nosso couvert (entradinha com pães, manteiga), mas não é. O cobierto é o serviço de mesa, como talheres, pratos e copos, e você paga essa taxa referente à manutenção deles. Aliás, é cobrado por pessoa.

Vimos algumas pessoas enfurecidas dizendo “como assim? temos que pagar para usar os talheres?”, e a resposta é “sim”. Essa taxa é cobrada em toda Argentina, mas não é lei em restaurantes, e muito menos tabelada. Os restaurantes podem ou não cobrar, e fazer o seu próprio preço. Então antes de sentar à mesa, pergunte o preço do cobierto, ou procure no menu e nas vitrines, onde geralmente é exposto.

9. No Brasil, você escolhe se quer ou não pagar os 10% para os garçons, e ele vem descrito no final da conta. Já em BA, as contas não vêm com os 10%, e você decide se quer pagar ou não – e quanto quer pagar. Comemos em alguns restaurantes e, tentando não generalizar, o atendimento foi bem ruim. Os garçons eram secos, esqueciam das coisas que pedíamos, não tinham paciência para explicar os pratos – e muito menos o cobierto. Chegou ao ponto de, no meio do pedido que eu estava fazendo, o garçom dar meia volta e nos abandonar. Por quê? Até agora não sabemos a razão.

Avaliando tudo isso, não nos sentimos a vontade em dar a gorjeta – ou propina, como é chamado na Argentina – mas era bem comum ver as pessoas deixando uns pesitos a mais em cima da mesa e saindo do restaurante. Em um deles pedimos a conta e o garçom apenas disse o valor, sem mostrar o extrato com o pedido. Eu insisti em ver o extrato para conferir e, para nossa surpresa, o valor no papelzinho era menor. Acontece que o valor que ele havia dito já era com os 10% (esperto, não?). Pagamos a propina em alguns lugares, mas não nos sentimos confortáveis. Então cabe a você avaliar o atendimento e decidir se quer pagar ou não.

10. Se você quiser pegar um ônibus (colectivos) ou metrô (subte), você terá de adquirir o cartão Sube, pois nenhum deles aceita dinheiro. Você paga pelo cartão e pode recarregá-lo sempre que quiser. Particularmente, não usamos este cartão, pois Buenos Aires merece longas caminhadas, já que cada cantinho é especial. Além disso, andamos bastante de Uber, pois como era uma viagem de apenas quatro dias, não gastaríamos tanto. Porém, se você pretende passar mais dias, vale a pena dar uma pesquisada sobre o Sube.

Sabendo dessas dicas, está tudo sob controle. Então, apenas fique atento e aproveite essa cidade ma-ra-vi-lho-sa, acompanhado de alfajores e media lunas!

11.06.17

O que fazer em Flores da Cunha #3: Vinhos Monte Reale

Como vocês já sabem, estive em Flores da Cunha-RS curtindo um final de semana maravilhoso e prometi que postaria aqui os lugares que vocês devem conhecer nessa cidade super gostosa. Falamos sobre vinícola, sobre café e o assunto de hoje é mais vinícola, só porque somos da colônia e gostamos de um vinho ♡

Situada logo após o pórtico da cidade, a vinícola Monte Reale, fundada em 1972, possui uma arquitetura rústica e bela que prende seus olhos logo na entrada. Fui recebida pelo atendente, que me mostrou a vinícola inteira e explicou um pouco sobre sua história.

Vocês já entraram em uma cave? A cave é um local abaixo do solo, frio e escuro onde vinhos são armazenados, e como eu sou um tanto quanto medrosa, essa experiência foi bem tensa. O atendente notou que eu estava nervosa e disse “tá tudo bem, eu venho sempre aqui embaixo”, o que não mudou meu estado paranoico de ser. Na imagem abaixo parece ser bem iluminado, mas os sensores só ligam quando você passa por eles.

Fonte: Vinhos Monte Reale

Depois de conhecer e sentir a energia da vinícola, fomos para a parte boa: a degustação! Com uma ótima variedade de vinhos e espumantes, eu não sabia por onde começar, e como a pessoa aqui é fraca, tive que dar uma maneirada. Gostei muito do Cabernet Sauvignon da linha Valdemiz Vinhos Finos e acabei levando para casa para aproveitar esse Inverinho bom do Sul, acompanhada de mozão e Netflix.

20.05.17

O que fazer em Flores da Cunha #1: Vinícola Luiz Argenta

Vamos falar sobre aquilo que faz nossos olhinhos brilharem? Sim, o assunto de hoje é viagem! Como vocês sabem, estive me aventurando em Flores da Cunha-RS nesse final de semana, portanto, não posso deixar de registrar aqui os lugares que vocês devem conhecer quando visitarem essa cidade linda, pequena e aconchegante.

Como a cidade é famosa por suas vinícolas e a qualidade de seus produtos, logo no primeiro dia me joguei no lindo universo do vinho e visitei a vinícola Luiz Argenta, a qual possui uma vasta variedade de vinhos e espumantes que são nada mais, nada menos do que fantásticos ♡

Devido a sua arquitetura, a Luiz Argenta já recebeu o título de uma das mais belas vinícolas do mundo segundo a Revista Adega. Dá para acreditar que ela está tão pertinho de nós? Vale muitíssimo a pena dar um pulinho em Flores da Cunha fazer uma degustação, apreciar a bela paisagem de seus vinhedos e, de quebra, levar um dois, três, quatro vinho para casa.

Para realizar a degustação, um enólogo me acompanhou o momento inteiro, explicando-me sobre os vinhos, suas uvas e qualquer outra dúvida que deu na telha.

É incrível como sempre acabo viajando em dias nublados. Apesar de ser extremamente apaixonada por dia fechados e me sentir super em casa, minhas fotos sempre têm esse ar mais melancólico – o que não deixa de ser lindo. Como não sou feita de açúcar, não é uma chuvinha que vai me deixar em casa.

O passeio vale muito a pena para quem curte apreciar um vinhozinho nesse Inverno gostoso que está chegando. Contudo, Flores da Cunha não para por aí, galera! Esse foi apenas o post #1, então sintam o gostinho dessa cidade maravilhosa e preparem as malas, pois tenho certeza de que vocês vão querer passar um finde delicioso por lá ♡

29.03.17

Viajar sozinha: should I stay or should I go?

Viajar sozinho é uma daquelas coisas que todo mundo deveria fazer pelo menos uma vez na vida. Claro que é ótimo estar cercado de boa companhia, dividindo bons – e maus – momentos, rindo até doer a barriga e have a good time together. Contudo, viajar sozinho é mais do que apenas turismo. É um desafio pessoal, o qual nos mostra o quão importante é nossa própria companhia durante situações difíceis. Isso aumenta nossa auto-estima e nos dá a pura sensação de liberdade. Apesar de eu ainda não ter riscado esse item da minha never ending list, recomendo isso para todo mundo, principalmente para aqueles que se sentem solitários estando sozinhos.

Apesar de tudo isso parecer maravilhoso, nós, mulheres, temos que lidar com comentários negativos quanto a viajar sozinhas. Resolvi perguntar para algumas mulheres o que pessoas a sua volta disseram de forma a desencorajar essa decisão. E em meio a várias respostas, pude notar que o principal problema envolve o fato de que conhecemos constantemente pessoas diferentes enquanto viajamos. Às vezes precisamos perguntar onde fica aquele restaurante especial. Às vezes pedimos para alguém tirar uma foto nossa. Ou, às vezes – apenas às vezes – os deuses estão sendo muito legais conosco e nos apresentam uma pessoa bem legal e charmosa que nos convida para sair – parece demais, não?
O que você faria nesse momento? Você correria far, far away desse possível affair? Você se colocaria dentro de uma bolha e se isolaria do resto do mundo apenas porque “é perigoso, miga, não faça isso”? É claro que não! Quer dizer, coisas boas e ruins podem acontecer em qualquer lugar, tanto em outro continente, quanto na rua onde você mora. Nós simplesmente não escolhemos isso.

É claro, precisamos ser realistas: ter cuidado é algo que sempre devemos carregar em nossas bolsas, ok? Veja bem, se você sair com alguém, encontre ele/ela em um local público, como pubs, cafés, parques, shoppings. Se você pedir uma informação para alguém, não faça isso em uma rua escura e desabitada no meio da noite. Procure por um restaurante para fazer isso, ok?

Ao invés de imaginar todas as coisas ruins que poderiam acontecer com você, imagine todas as coisas maravilhosas as quais você estaria exposta. Explore o inexplorado, abrace novos ambientes e culturas, diga “sim” a novas oportunidades, faça amigos para vida e, o mais importante de tudo, have fun! Como eu disse anteriormente, viajar sozinho é mais do que apenas turismo: é um presente de você, para você mesmo.