24.12.16

Carta para o namorado | Feliz Natal

Tudo começou em uma noite despretensiosa em que eu nem imaginava o quanto minha vida mudaria a partir dali. Eu combinei de sair do trabalho e ir direto ao ensaio de uma banda da qual eu nunca havia ouvido falar. Os dois homens que me convidaram para ir? Eu havia visto apenas uma vez na vida. Eu havia esquecido desse encontro e já estava aconchegada no ônibus em direção a minha casa, mas algo me fez saltar para fora dele como um foguete decolando. Se isso não é destino, então o que seria?

3 de Novembro de 2015. Esse dia é tão inesquecível quanto cheiro de comida de mãe. Nesse dia conheci o homem que me completa e transborda. Ainda me lembro da manhã do dia seguinte, quando vejo em meu celular uma solicitação de amizade dele. Comecei o dia feliz, pulando e torcendo o pé logo após. Feliz, com o pé torcido e com um sorriso de bochecha a bochecha. Já era 4 de Novembro, um dia após seu aniversário, mas quem estava ganhando um presentão era eu mesmo.

É incrível como as pessoas criam táticas para conquistar alguém. A regra principal dos jogos amorosos é: ignore o outro. Conversando com ele pelo WhatsApp pela primeira vez notei que esse jogo não era necessário. Tudo fluiu tão naturalmente que marcamos de ir a uma festa dias depois. Ficamos pela primeira vez nesse dia e a barrinha Lucca do The Sims pedia por ele cada vez mais.

Alguns dias após fomos ao cinema na Quinta do Beijo, ou algo assim. Só sei que para ganhar um desconto teríamos que dar um beijinho na frente do atendente. Apesar de não ser mais adolescente, me senti como uma, pois aquela vergonha, esperança e ansiosidade tomavam conta de mim como nos velhos tempos. Foi tudo muito inocente, natural e puro. Quem me visse andando de mãos dadas com ele notaria minha felicidade de longe.

Marcamos de sair para uma festa novamente. A festa foi super legal e divertida, mas o ápice foi depois dela, quando passamos a noite na casa de uma amiga e tivemos que dormir em um colchão velho que se despedaçava a cada virada: o colchão de retalhos. Não fizemos nada. Nada além de carícias, abraços, beijinhos e olhares profundos. Foi uma sensação completamente diferente de tudo que eu já havia vivido.

Eu me perguntava: será que é amor? Será que ele sente o mesmo? Será que amanhã ele vai ser o mesmo? Eu tinha muito medo de que isso tudo fosse fogo de palha para ele, pois eu já estava completamente queimada.

Não era. Era – e ainda é – muito mais do que uma brasinha. É o que nos mantém unidos, fortes e satisfeitos. O mundo pode estar caindo, mas juntos tudo é mais fácil. Hoje somos um, e agradeço sempre que lembro que tive muita sorte em ter encontrado alguém assim. Ele me mima, dá carinho, faz chazinho, se arruma de mancinho para eu não acordar. Compra alfajor para mim sempre que vai ao mercado e todos os dias pergunta como estou me sentindo. Apoia cada decisão minha e faz questão de me ajudar com minhas bobagens.

Junto dele vivo como um passarinho: sei que sou livre para voar e dar meu máximo ao mundo, e que ao final do dia terei meu aconchego a seu lado em nosso ninho. Ao destino, meu agradecimento. A ele, minha eterna lealdade. Ao mundo inteiro, o desejo de que encontrem amizade, lealdade, zelo e companheirismo assim como encontrei. Feliz Natal!

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