Amanda Moresco – Amanda Moresco Blog
08.01.18

Não terminei as fotos, pois comi tudo

O título é um belo resumo do que ocorreu neste ensaio. Além de amar muito guloseimas, amo fotografá-las com muita cor e fofura, que às vezes é só o que precisamos em nossas vidas. Espero que essas fotinhos os inspirem não apenas na fotografia, mas também na vida, tornando-a mais doce e bela ♥

Deixa eu só arrumar esse marshmallow aqui… nhac! Oops

Se eu comer umzinho só, não vai cair… Oops, cai sim

03.01.18

Buenos Aires #1: 10 fatos importantes antes de viajar

Olá, galerinha linda! Quem tá acompanhando a página do blog sabe que eu e o mozão estávamos dando uma voltinha por Buenos Aires, e estou quase chorando por ter que voltar. Como passamos quatro dias conhecendo e aprendendo sobre a cidade, tenho muitas dicas de todos os tipos para dar a vocês. Além disso, vai rolar uma série de postagens aqui no blog sobre essa ciudad hermosa que vale a pena conferir caso você esteja pensando em conhecer as terras portenhas. Enquanto isso, segue 10 dicas bem importantes que você deverá ficar ligado antes de viajar e já ir se preparando:

1. As tomadas são diferentes das do Brasil, então já se prepare para comprar um adaptador quando chegar na cidade. Particularmente, não precisei comprar, pois as tomadas do meu hotel já eram universais, mas não garanto que todos os hotéis e restaurantes também forneçam isso.

2. Por mais que Buenos Aires seja uma capital linda e maravilhosa, não vá achando que é totalmente seguro andar com seus pertences sem preocupação. Fique atento, pois é uma cidade muito movimentada, então evite expor câmeras e celulares sem necessidade. Aliás, faça o mesmo com acessórios, pois uma mulher em nosso hotel teve o colar arrancado do pescoço no meio da rua. Portanto, leve o necessário, somente o necessário.

3. Como vocês sabem, a moeda é o peso argentino, então você precisará trocar seu dinheirinho. Ficamos quatro dias em Buenos no total, mas em Porto Alegre trocamos apenas para o primeiro dia de viagem, e o resto trocamos lá mesmo, pois vale muito (muito!) mais a pena. Como estávamos com pouco tempo antes da viagem, não pesquisamos muito bem a cotação em casas de câmbio, e acabamos nos atirando na primeira que vimos (não faça isso, se possível). Na casa de câmbio que trocamos em Porto Alegre, R$1 valia $3,75 pesos argentinos – o que é péssimo! Trocamos R$100 por pessoa para o primeiro dia, apenas para alimentação e um super mercado.

Chegando em Buenos, fomos para a Rua Florida, onde se encontra diversas casas de câmbio, mas não se atire na primeira que avistar. Compare a cotação de algumas casas e veja aquela que melhor paga. Felizmente, a primeira casa de câmbio que chegamos já oferecia um preço excepcional: $5,9! Então trocamos uma boa parte ali. Você precisará do seu documento, e dizer o nome do hotel onde está hospedado. Na troca, você receberá um extrato com a série de suas notas: carregue-a com você, pois é possível que em algum momento você precise mostrá-la (o que não ocorreu conosco, mas precaução nunca é demais, né?).

4. Os cassinos são bem famosos por lá, então já fique sabendo: é proibido tirar fotos dentro da área de jogos. Fora dessa área, há um lounge com bares que é ok fotografar. Aliás, quando você pensa em cassino, o que vem a sua mente? Na minha vem senhoras de idade jogando nas maquininhas coloridas, e pode apostar que é assim mesmo! Eu sempre quis apostar nessas máquinas, mas não sabia que a matemática do negócio era tão complicada. Então, informe-se sobre como o jogo funciona antes de sair desperdiçando pesitos preciosos.

5. Uma atração imprescindível é o tango (vai ter post com fotos sobre isso, sim!), e você pode fotografar a apresentação, mas sem flash! E isso é bem importante lembrar, pois é uma forma de respeito para com os dançarinos – que não merecem um soco de flashes na cara. Não estou generalizando! Nos deparamos com essa regrinha na casa Piazzolla, mas pode ser que em alguma outra casa de tango seja diferente.

6. Quando você adentrar a Argentina, receberá um permiso, que seria a sua permissão de ingresso e permanência no país. Não perca este papelzinho de jeito nenhum, pois você apenas sai do país com ele. Então, por motivos de precaução, não ande com ele nas ruas, por mais que ele esteja guardadinho na carteira. Deixe-o sempre no hotel, seja em um cofre ou em algum local seguro – e que você não se esquecerá.

7. Se você fizer compras no super, não espere que alguém empacote suas compras para você, pois não há sacolinhas de plástico no super. Portanto, leve sua mochila, ou compre uma bolsinha lá mesmo. Se você não quiser pagar, o super oferece caixas.

8. Você vai a um restaurante, faz o pedido e já calcula mentalmente mais ou menos quanto vai dar sua conta, certo? Errado! Se sua conta vier mais alta do que você esperava, não se assuste, pois eles estão cobrando o cobierto. O que é isso, Amanda? Muitas pessoas acham que o cobierto é o nosso couvert (entradinha com pães, manteiga), mas não é. O cobierto é o serviço de mesa, como talheres, pratos e copos, e você paga essa taxa referente à manutenção deles. Aliás, é cobrado por pessoa.

Vimos algumas pessoas enfurecidas dizendo “como assim? temos que pagar para usar os talheres?”, e a resposta é “sim”. Essa taxa é cobrada em toda Argentina, mas não é lei em restaurantes, e muito menos tabelada. Os restaurantes podem ou não cobrar, e fazer o seu próprio preço. Então antes de sentar à mesa, pergunte o preço do cobierto, ou procure no menu e nas vitrines, onde geralmente é exposto.

9. No Brasil, você escolhe se quer ou não pagar os 10% para os garçons, e ele vem descrito no final da conta. Já em BA, as contas não vêm com os 10%, e você decide se quer pagar ou não – e quanto quer pagar. Comemos em alguns restaurantes e, tentando não generalizar, o atendimento foi bem ruim. Os garçons eram secos, esqueciam das coisas que pedíamos, não tinham paciência para explicar os pratos – e muito menos o cobierto. Chegou ao ponto de, no meio do pedido que eu estava fazendo, o garçom dar meia volta e nos abandonar. Por quê? Até agora não sabemos a razão.

Avaliando tudo isso, não nos sentimos a vontade em dar a gorjeta – ou propina, como é chamado na Argentina – mas era bem comum ver as pessoas deixando uns pesitos a mais em cima da mesa e saindo do restaurante. Em um deles pedimos a conta e o garçom apenas disse o valor, sem mostrar o extrato com o pedido. Eu insisti em ver o extrato para conferir e, para nossa surpresa, o valor no papelzinho era menor. Acontece que o valor que ele havia dito já era com os 10% (esperto, não?). Pagamos a propina em alguns lugares, mas não nos sentimos confortáveis. Então cabe a você avaliar o atendimento e decidir se quer pagar ou não.

10. Se você quiser pegar um ônibus (colectivos) ou metrô (subte), você terá de adquirir o cartão Sube, pois nenhum deles aceita dinheiro. Você paga pelo cartão e pode recarregá-lo sempre que quiser. Particularmente, não usamos este cartão, pois Buenos Aires merece longas caminhadas, já que cada cantinho é especial. Além disso, andamos bastante de Uber, pois como era uma viagem de apenas quatro dias, não gastaríamos tanto. Porém, se você pretende passar mais dias, vale a pena dar uma pesquisada sobre o Sube.

Sabendo dessas dicas, está tudo sob controle. Então, apenas fique atento e aproveite essa cidade ma-ra-vi-lho-sa, acompanhado de alfajores e media lunas!