Amanda Moresco – Amanda Moresco Blog
12.06.18

A sutil arte de ligar o foda-se

Uau, que título! Queridx, já vou dizendo que não é de minha autoria, ok? A Sutil Arte De Ligar O Foda-se é o nome de um livro que você tem que ter em sua estante, e não apenas porque ele é lindo, laranja neon e vem com um título rebelde, mas porque todo o conteúdo que ele carrega em cada página é precioso e merece deve ser lido para já! Serei bem sincera: não é qualquer livro que me prende, e pode apostar que eu praticamente mergulhei para dentro desse aí.

Você talvez se sinta um pouco incomodado enquanto lendo esse livro, pois cada página virada era um tapa nessa minha cara. Ele carrega muitos questionamentos sobre princípios, fracasso, sucesso, culpa, responsabilidade, sofrimento, autoaprimoramento, ou seja, toda aquela conversa que um dia, querendo ou não, teremos com nós mesmos, mas ficamos adiando só porque é mais fácil seguir no automático – não é?

Acontece que quando somos honestos com nós mesmos, tudo fica mais fácil; conseguimos mapear a situação, traçar um caminho e chegarmos onde queremos – onde queremos de verdade – mas ahh… como é difícil nos enfrentarmos, não? E o autor não é nem um pouco delicado em suas palavras. Com uma linguagem bem informal e de forma bem direta, ele mostra verdades que nos fazem repensar nossos atos, nossos desejos, nossos valores (consegue imaginar isso?). Como estou constantemente me questionando, o livro acabou se tornando muito interessante, ao invés de um desconforto.

Muitos momentos do livro se destacaram enquanto lia, mas um deles quase piscava em luzes neon e foi extremamente importante para mim: a diferença entre culpa e responsabilidade. Basicamente, culpa remete passado, enquanto que responsabilidade remete futuro. Todas más experiências que você teve até agora e que te trouxeram à sua atual situação não são relevantes quando queremos prosseguir e pensar adiante. Contudo, independente de sua atual situação, é sua – e apenas sua – a responsabilidade de prosseguir. Apenas você é responsável pelo seu futuro e por alcançar seus sonhos.

Enquanto lia esse capítulo, os tapas que o autor ia dando na minha cara ficavam mais intensos, pois fui me dando conta do precioso tempo que eu perdi culpando os outros por tudo o que fiz ou deixei de fazer. Enquanto que, há anos atrás eu deveria ter pensado “foda-se de quem é a culpa nessa história toda, vou pensar daqui para frente e seguir o baile”. Sacam a diferença entre culpa e responsabilidade agora?

Muitos outros temas são abordados, e você pode ser tocado de infinitas formas enquanto absorve o que o livro tem para oferecer. Se você está aberto a voltar um pouco na sua timeline e repensar alguns conceitos, esse livro é uma boa pedida.

10.06.18

Pega um café e agradece

Há dois meses atrás adquiri um costume que tem mudado minhas manhãs e a forma como vejo o que há em minha volta: agradecer. Contudo, não apenas agradecer; é bem mais do que isso! Sinto como se fosse um ritual vital para iniciar meu dia. Convenhamos, é mais fácil reclamar, né? É imediato! O difícil mesmo é prestar atenção em tudo de bom que acontece conosco e fazer um destaque especial.

Ai, mas Amanda, eu não tenho o que agradecer… Queridx, deixa eu te contar uma coisinha. Conheço um bocado de gente que já disse a mesma coisa para mim, e eu fiz eles largarem tudo o que estavam fazendo e agradecer por cinco coisas. Numa primeira tentativa eles paravam no dois. Insistentemente pedi que continuassem, e que destacassem pequenos eventos, como um café quentinho, um abraço de alguém querido, uma piada boba que ouviram, qualquer coisa que transformasse sua existência mais agradável, e advinha? Eles chegaram no cinco – e muitos seguiram adiante!

O que é algo que merece ser agradecido para você? Algo extremamente foda? Tirar a carteira de motorista? Terminar a faculdade? Viajar para o outro lado do mundo? Que tal ganhar na loteria ou comprar um carro novo? Certamente essas conquistas merecem muito agradecimento, mas meu bem, se você depender de eventos grandiosos para ser feliz, você nunca será, e sabe porquê? Por que coisas extraordinárias não acontecem todos os dias – aceita que é mais fácil.

E é por isso que temos que começar a ver as coisas com outras lentes. Pensando nisso, minhas manhãs são quase um evento: eu acordo e, enquanto passo um cafezinho maroto, coloco a playlist 20s 30s jazz no Spotify (indicado pela Jout Jout em um de seus vídeos – obrigada, maravilhosa!), pego meu scrapbook e faço uma lista com muitos agradecimentos – muitos mesmo! E a cada manhã sinto que fico melhor nesse lance de agradecimento; cada manhã estou mais antenada nos pequenos detalhes mágicos dos meus dias. E como qualquer habilidade que queiramos adquirir, agradecer requer dedicação e treino.

Pelo o que vocês agradecem? Façam uma listinha para vocês mesmos, não precisa mostrar para ninguém, viu? Se você quiser me mostrar, me manda lá no Instagram (@mandmoresco)!

09.06.18

Perfect Strangers: apenas entregue-se

Ok, várias canções merecem ser ouvidas e devem ser guardadas com carinho, mas essa… Sabe quando uma música aparece no momento exato de sua vida? Foi basicamente assim que eu conheci ela; eu precisava ouvi-la. E antes de você ler o que tenho para dizer sobre esse ourinho de canção, preciso que vocês escutem sintam a vibe dela.

Nós, seres humanos que vivemos no planeta Terra e em contato com padrões mega estabelecidos e enraizados, temos a mania de achar que sempre que algo acaba é porque não deu certo, ou que não podemos nos entregar aos momentos imprevisíveis da vida quando os mesmos têm prazo de validade. Gente, vamos reavaliar esse conceito aí, senão não vai dar para ser plenamente feliz!

Perfect Strangers é o resumo de Love Fast (explicação aqui), de ame com urgência, de se-entrega-para-vida-porque-ela-é-agora. Maybe we are perfect strangers, maybe it’s not forever, maybe we’ll realize we’re just human, maybe we don’t need no reason why. E realmente não precisamos de razão alguma para nos permitirmos, para aceitarmos de braços abertos momentos que ficarão na memória e deixarão aquele sorrisinho no canto da boca.

Veja, lindx, não estou falando para você largar tudo e sair pelas ruas procurando um romance intenso e idealizado. Tampouco estou falando sobre romance. Experiências únicas, calorosas e que agreguem podem acontecer com qualquer um, apenas precisamos dizer sim!, pois coisas lindas acontecem quando o coração está aberto. Enquanto estava elaborando essa postagem, larguei tudo e aceitei um convite de uma pessoa que havia visto apenas uma vez na vida. Poderia ter dito não, mas preferi conhecer sua história, tomar quentão, dançar forró (descobri que até mando bem), dar muita risada, rever meus conceitos sobre dança; aceitei descobrir que metaleiros também dançam pagode; preferi estar entre estranhos e ao mesmo tempo me sentir em casa. Decidi fazer tudo isso, voltar para meu lar e escrever – com minha própria vivência – como é bom se entregar sem expectativa alguma!